FERNANDO LUIS VIEIRA FERREIRA

sábado, 1 de janeiro de 2011

GOMES DO VAL - Rio das Flores

DESCENDÊNCIA
Pais de Matheus Gomes do Val
Avós de Elisa Augusta Gomes do Val
Bisavós de Fernando Luiz Vieira Ferreira
Terceiros Avós de Joaquim Vieira Ferreira Netto
Quartos Avós de José Bento Vieira Ferreira
Quintos Avós de Anamaria Nunes Vieira Ferreira

1. JOSÉ GOMES DA SILVA. Nascido por volta de 1780, no Porto.

Matheus Gomes do Val nasceu em Portugal a 22 de Janeiro de 1808 veio para o Brasil em 1816, trazido por seu tio João Ribeiro do Val, casando-se em 1833 com minha Avó, Thereza de Jesus Maria Soares de Meirelles. Chamou-se primeiro Matheus Gomes da Silva, mas, tendo falecido sua mãe, que era Ribeiro do Val, e tendo seu pai convolado a outras núpcias, substituiu por Val o Silva do sobrenome paterno.

Cachoeira e Porongaba
Desembargador Vieira Ferreira

Casado, em 1ª Núpcias, por volta de 1800, com MARIANA RIBEIRO DO VAL. Nascida por volta de 1780. Falecida antes de 1808. É provável que fosse natural da Vila de Alenquer, do Bispado de Lisboa.

Filha de Pedro Gomes Ribeiro e Catarina do Val.

Foram Pais de:

1.1 Matheus Gomes do Val, que segue.

José Gomes da Silva foi casado, em 2ª Núpcias, mas desconhecemos o nome e se houve geração.

2. MATHEUS GOMES DO VAL. 1º do Nome. Nascido em 22 de Janeiro de 1808, no Bispado de Lisboa, onde foi batizado. Falecido em 20 de Janeiro de 1890, na Fazenda Cachoeira, em Rio das Flores.

Retrato por seu Neto
Nasceu em Portugal a 22 de Janeiro de 1808, veio para o Brasil em 1816, trazido por seu tio João Ribeiro do Val, casando-se em 1833 com minha Avó, Thereza de Jesus Maria Soares de Meirelles. Chamou-se primeiro Matheus Gomes da Silva, mas, tendo falecido sua mãe, que era Ribeiro do Val, e tendo seu pai convolado a outras núpcias, substituiu por Val o Silva do sobrenome paterno.

Claro, sanguíneo, de olhos azues, só lhe quebrava o aspecto nórdico a sua baixa estatura. Ainda o alcancei com muitos fios loiros no cabelo. Usava suíça e rapava o bigode. Era robusto.

Instrução primária êle não tinha, mas muita inteligência, com certa meticulosidade que o demovia de empresas arriscadas, preferindo manter modestamente o que adquirira com o trabalho a tentar empreendimentos sedutores, mas aleatórios. Falava pouco, mas sempre certo; ouvia com atenção, calado, e sorria finalmente quando o interlocutor errava. Era presidindo às refeições, na cabeceira da longa mesa, que êle conversava mais, com as pessoas que lhe ficavam próximas.

Foi humano com os escravos quanto podia ser o dono de uma senzala; mas os pretos eram bons e por isso mui raramente no meu tempo houve castigos corporais. O tronco não funcionava.

Meu Avô era muito considerado por suas notórias qualidades, mantendo ótimas relações com os fazendeiros vizinhos, que às vezes o visitavam. Lembro-me dos barões de Ipiaba e de Aliança jantando a seu lado, de Francisco Carlos Correia Lemos, de Luiz do Nascimento, ou da Picada...

Nunca almejou o título de barão, que lhe seria fácil obter, mas aceitou de boamente o cargo de juiz de paz de seu distrito, quando o elegeram para essa função judicial, que era então principalmente conciliatória. Êle a exercia provido de um manual que tinha no quarto, não sei de que autor, destinado aos juízes de paz.

A perfeição com que fundou e administrou a sua fazenda era admirada por todos. Fazendo funcionar na Cachoeira, com impecável harmonia, o conjunto de suas partes constitutivas, foi artífice no seu estabelecimento. Faleceu a 20 de Janeiro de 1890.

Fernando Luiz Vieira Ferreira
“Cachoeira e Porongaba”

Filho de José Gomes da Silva e Mariana Ribeiro do Val. Neto materno de Pedro Gomes Ribeiro e Catarina do Val.

Veio para o Brasil em 1816, procedente de Sant'Ana da Carnota, Vila de Alenquer, Portugal, com seu tio, João Ribeiro do Val (V. Meus 7º Avós, Pedro Gomes Ribeiro e Catarina do Val). Os dois se instalaram em Valença e foram trabalhar para o Barão de Ubá.

(...) Com efeito, meu tio bisavô, João Ribeiro do Val, e seu sobrinho Matheus Gomes do Val, meu avô, o fundador dessa fazenda, começaram a vida, um como empregado no seu “comércio” e o outro como seu administrador, segundo outro trecho da carta de Matheus Ribeiro do Val, já citada: Por morte do barão de Ubá, os interessados tomaram a direção das casas do Rio e Lisboa. Meu tio avô, João Ribeiro do Val assumiu a direção das fazendas e terras, que eram cêrca de 14 sesmarias. O barão deixara um filho único menor. Quando se libertou, tomou conta dos bens, ficando meu avô na fazenda de Ubá, pondo o nosso Matheus, no Casal. O filho deixado pelo barão de Ubá, de que fala a carta, era José Pereira de Almeida, e seu nome se lê num mapa corográfico da província, existente na mapoteca do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, junto ao das mencionadas fazendas. José Pereira de Almeida foi o padrinho de tia Elisa, irmã de meu pai e a primeira mulher de tio João Gomes, como também padrinho de tia Elisa Augusta, sua mãe. Em autos de um processo em que era interessado um neto do barão de Ubá, verifiquei que a mulher de José Pereira de Almeida se chamava Elisa, como as duas afilhadas do marido e dela também, provavelmente. Chamava-se Elisa Constança. Em Casal já nos achamos em terras de Valença, estando essa fazenda, cuja casa não existe mais, situada à margem esquerda do Paraíba. Em Casal nasceram os meus primeiros tios maternos e minha Mãe, quando meu avô Matheus Gomes do Val era administrador da fazenda. Não se conservou pouco tempo nessa função, pois, com certeza, já estava como administrador em Abril de 1832 e ainda o era em Julho de 1846, como pude verificar, quanto à primeira data, pelos livros do arquivo municipal de Valença e, quanto à segunda, pelo aniversário de minha Mãe, nascida no dia 29 de Julho de 1846, como a princesa Isabel, a redentora (Cachoeira e Porongaba - Desembargador Vieira Ferreira) Era proprietário das Fazendas Cachoeira da Alegria e Figueira, do prédio na Rua São José, 56, onde funcionava a Farmácia Homeopática de seu genro João Pinheiro de Magalhães Bastos. A Lei Áurea: Sancionada a lei de 13 de Maio, meu Avô reuniu os seus ex-escravos na frente da casa e lhes comunicou da escada que a lei os tornara homens livres. Manifestaram o seu grande júbilo com vivas à princesa Izabel e também sinhô, o ex-senhor, a quem sabiam não dever a liberdade! Não quiseram deixar a fazenda; construíram choças pelos vales da Cachoeira, deixando a senzala, onde se tinham aquartelado por muitos anos. De Maio a Dezembro de 1888, e no ano seguinte ainda, festejaram a Abolição com descantes e toque de sanfona. Êsses festejos foram facilitados por meu Avô, que logo depois da lei fez preparar um banquete para seus ex-escravos, ao qual presidiu meu tio José Gomes do Val, administrador da fazenda. Não quiseram os pretos beber o vinho sem a presença do ex-senhor, que esperaram de copo em punho. Comparecendo meu Avô, foi por todos recebido com alegria e um dêles, José Pedreiro, disse ao ex-senhor, antes de beberem: "Nós não éramos escravos, sômos d´agora em diante".

Cachoeira e Porongaba
Desembargador Vieira Ferreira

Matheus se naturalizou brasileiro por adesão à Independência, nos termos do art. 6º. IV, da Constituição do Império. O Nome do Val:

(...) O nome Val, em São Paulo, se não tem Ribeiro, indica a descendência de um dos quatro irmãos Gomes do Val: João, Matheus, Luiz e José.
Eleitor na Freguesia de Santa Teresa, em Valença (Almanak Laemmert, de 1865, à Página 59). É citado com o sobrenome do Valle (Almanak, de 1859, à Página 227). Juiz de Paz (Almanak de 1857, à Página 132)

Inventário registrado no Cartório do Ofício Único de Rio das Flores.

Casado, em 20 de Maio de 1833, com Dona THEREZA DE JESUS MARIA SOARES DE MEIRELLES.

Retrato por seu Neto
Lembro-me de minha Avó Thereza, como se a estivesse vendo e ouvindo. Era alta, morena, de olhos negros, e cabelos ondeados, que trazia presos na rêde, penteados a Second Empire. Vencera incólume os seus quinze partos e aproveitava sua boa saúde numa atividade quotidiana que durou muitos anos.

Percorria passo lento a grande casa, que administrava auxiliada semanalmente por uma filha, parando mais tempo na cozinha. Não me saem da memória seu porte heril, o carinho com os netos, a bondade com que tratava as escravas e as filhas de escravos nascidas depois da lei n. 2040 de 28 de Setembro de 1871, dita do ventre livre, a dignidade no mando, a providência nos conselhos. Expendia, quando era oportuno, com segurança na ortodoxia, a doutrina cristã ensinada pelo Padre Mestre, desvanecida no íntimo de a ter aprendido com um pai tão sábio.
É com admiração que me recordo sempre dessa nobre individualidade que foi Dona Thereza, minha Avó, e minha madrinha, agradecendo-lhe ainda hoje a atenção dispensada com tanta benignidade ao afilhado.

Uma particularidade quanto à mudança de costumes na sociedade brasileira. As senhoras não fumavam naquele tempo senão poucas, creio, e com certo recato. Em público só as pretas pitavam o fumo aceso em cachimbos de barro com tubo de gramínea. O cigarro era privilégio masculino mas constantemente violado, à puridade, está visto. Quando minha avó se recolhia ao quarto, depois dos afazeres do dia, as mucamas lhe preparavam na mesa próxima à porta, um cigarro de palha, que ela fumava já deitada, pensativa. O fumo em corda, de Goiaz ou de Barbacena, era picado na ocasião de se fazer o cigarro; não vinha desfiado, como o turco ou o Virgínia, preferido pelo belo sexo naquele tempo. Hoje é com graça e faceirice que o belo sexo acende um cigarro e sopra a fumaça. O tempora, o mores!
Minha Avó Thereza (Thereza de Jesus Val) faleceu no dia 16 de Janeiro de 1891.
Fui eu quem no dia seguinte conduziu o combôio fúnebre para a vila de Santa Tereza, onde sob a lápide marmorea, no cemitério sito no morro que sobe da igreja, a esperava já sepulto o marido. Saimos da Cachoeira de madrugada, eu ia a cavalo e os pretos carregando o esquife revezadamente.

Fernando Luiz Vieira Ferreira
“Cachoeira e Porongaba”

Nascida em 15 de Outubro de 1817, no Rio de Janeiro, onde foi batizada. Falecida em 16 de Janeiro de 1891, em Santa Teresa de Valença.

Certidão de Óbito:
F76 16/01/1891, falecimento de Thereza de Jesus do Val, 74 anos, viúva de Matheus Gomes do Val, filha do finado Padre (mestre) João Baptista Soares de Meirelles e sua mulher Joanna Leonísia Soares de Meirelles, natural da Capital Federal, residia em sua Fazenda Cachoeira.

Pesquisa de Sílvia Novaes

Filha de João Baptista Soares de Meirelles e Joanna Leonísia de França Lyra. Neta paterna do Dr. Luiz Soares de Meirelles e Ana Maria Caldeira. Neta materna de Francisco de Pinho e Silva e Bernarda Leonísia de França Lira. Bisneta paterna do Sargento Mor Luis Soares de Meirelles. Bisneta materna de Antonio Machado da Costa e Maria Pereira Maciel.

Inventário registrado no Cartório do Ofício Único de Rio das Flores: O inventariante foi Dr. Torquato Rodrigues Villares. Ao morrer deixou a fazenda Cachoeira, no terceiro distrito de Rio das Flores, com 95 alqueires. Foi a praça e arrematada por 4 contos de réis, em 26 de Maio de 1891 pelo herdeiro José Gomes do Val (Vilma Dutra Novaes)

Foram Pais de:

2.1 João Gomes do Val. Engenheiro e Fazendeiro. Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa. Nascido em 10 de Março de 1834, na Fazenda São João Batista. Falecido, aos 55 anos, em 20 de Dezembro de 1887, em Ribeirão Preto. Sepultado na Fazenda Santa Thereza, em Ribeirão Preto. Estudou Humanidades com o seu avô materno, Padre Mestre João Baptista Soares de Meirelles. Cursou a Escola Militar do Império, onde recebeu o grau de bacharel em Matemáticas, na forma de seu diploma, datado de 1 de setembro de 1857. Viajou para a Europa, fazendo aperfeiçoamento na Bélgica, por quatro anos, na companhia de seus primos Manuel, que foi o pai do Dr. Canuto do Val, sanitarista de renome, e Pedro, que lá morreu de nostalgia. Foi o Engenheiro responsável pela construção de vários trechos da Estrada de Ferro Dom Pedro II. Construtor da Estação de Leopoldina; Estação de Pinheiros; e a Estrada de Ferro de Recife. Proprietário do Sítio de Santa Ana, perto da Fazenda Cachoeira, do seu pai, com excelentes cafezais na montanha. Proprietário da Fazenda de Santa Tereza, em Ribeirão Preto, em propriedade em sociedade com o seu irmão Matheus Gomes do Val Filho. Casado, em 1ª Núpcias, com sua prima, Dona Elisa Constança Ribeiro do Val, filha de João Ribeiro do Val e de Dona Felicidade Perpétua Pires. (V. Meus 6º Avós, Pedro Gomes Ribeiro e Catarina do Val) Com Geração. Casado, em 2ª Núpcias, com Dona Francisca Carolina Monteiro da Silveira, Fazendeira em Ribeirão Preto. Filha de José Luiz Silveira, falecido em 17 de Janeiro de 1853, em Piraí, aos 36 anos, e de Dona Maria do Carmo Monteiro de Barros, sobrinha de Dona Cecília Monteiro de Barros e segunda filha de Augusto Monteiro de Barros e de Dona Virgínia Amália Carneiro de Campos, neta de Lucas Antonio Monteiro de Barros, Visconde com Honras de Grandeza de Congonhas. Com Geração.

2.2 José Gomes do Val. Nascido em 26 de Julho de 1835, na Fazenda do Casal, Termo de Valença. Afilhado por José Francisco de Amorim. Falecido em 21 de Abril de 1852, no Rio de Janeiro.

2.3 Carlota Leopoldina Gomes do Val. Nascida em 27 de Maio de 1837, na Fazenda Casal, Freguesia de Nossa Senhora da Glória do Termo de Valença. Batizada no mesmo dia do nascimento sendo padrinhos Manoel José da Silva Maciel e sua mulher Dona Carlota Joaquina Pires Maciel. Falecida em 12 de Setembro de 1879. Está sepultada no cemitério do Cavarú, em Pati do Alferes. Seu pai, Matheus Gomes do Val, lhe concedeu o uso e gozo da Fazenda Porongaba. Segundo o Inventário de Thereza de Jesus Maria Soares de Meirelles, de 1891, Joaquim Ribeiro do Val, residia em Rio das Flores e tinha bens na fazenda do sogro.Casada, em 30 de Outubro de 1852, em Valença, com Joaquim Ribeiro do Val, primo irmão do seu pai. Com Geração.

2.4 Leopoldina Amélia Gomes do Val. Nascida em 24 de Novembro de 1838, na Fazenda Casal, Termo de Valença. Batizada na mesma fazenda sendo padrinho o Dr. José Estanislau Soares de Meirelles, seu tio materno. Falecida em 26 de Novembro de 1875, no Rio de Janeiro, onde está sepultada. Casada, em 10 de Abril de 1869, com o Farmacêutico João Pinheiro de Magalhães Bastos, natural de Lisboa, um dos principais fundadores do Instituto Hahnemaniano Fluminense, proprietário da Farmácia Homeopática na Rua São José, 56, falecido em 17 de Maio de 1885, e viúvo de Dona Josephina Cândida dos Santos. Ao enviuvar, João Pinheiro de Magalhães Bastos casou-se, em 3ª Núpcias, com Dona Leonor.

2.5 Amélia Carolina Gomes do Val. Nascida em 19 de Março de 1841, na Fazenda Casal. Batizada na mesma fazenda sendo padrinho João Ribeiro do Val Filho e Dona Carlota Emília do Val. Casada, em 29 de Julho de 1876, com o Engenheiro Reginaldo Cândido da Silva, residente em Santa Catarina. É provável que o casal tenha viajado para Santa Catarina com o cunhado Joaquim Vieira Ferreira, quando da fundação das colônias agrícolas Azambuja e Urussanga.
2.6 Maria Gertrudes Gomes do Val. Nascida em 20 de Janeiro de 1843, na Fazenda Casal. Batizada por seu avô Padre Mestre João Baptista Soares de Meirelles, sendo padrinhos Joaquim Ribeiro do Val e Dona Felisbella Perpétua do Val. Segundo o Inventário de sua mãe, em 1891, era solteira e residia em Rio das Flores.

2.7 Matheus Gomes do Val Jr. Major. Republicano Histórico. Nascido em 25 de Novembro de 1844, na Fazenda Casal. Batizado na mesma fazenda sendo padrinho Dr. José de Calazans Rodrigues de Andrade e Dona Josephina Amália do Val. Retrato por seu Sobrinho: Fez a campanha do Paraguai, onde foi ferido em combate. Convicto republicano histórico, foi político em Ribeirão Preto, onde gastou com isso a sua fortuna de fazendeiro, acabando seus dias como coletor naquele município (Cachoeira e Porongaba - Fernando Luis Vieira Ferreira) Vereador na 3ª Legislatura da Câmara de Ribeirão Preto, de 10 de Janeiro de 1881 a 19 de Outubro de 1882. É nome de Rua em Franca, São Paulo. Seu Inventário encontra-se registrado com data de 1890, em Ribeirão Preto, 1º Ofício, Maço 11. Casado, em 27 de Outubro de 1877, com Dona Virgínia Franco, nascida em 6 de Outubro de 1865 e falecida em 3 de Fevereiro de 1894, às 10 horas da noite, filha de João Franco. Com Geração. 8. Antonio Gomes do Val. Agrimensor. Nascido em 19 de Março de 1848, na Fazenda São João Batista. Batizado na mesma fazenda sendo padrinho o Dr. José Estanislau Soares de Meirelles. Falecido em 15 de Janeiro de 1881, em Barra Mansa. Retrato por seu Sobrinho: Faleceu ainda moço. Tinha algum amor às letras. Viajou para Pernambuco com o irmão João e o sobrinho João Ribeiro do Val, para a construção da Estrada de Ferro do Recife (Cachoeira e Porongaba - Fernando Luiz Vieira Ferreira) Empreiteiro na construção das Estradas de Ferro de Leopoldina e na Estrada de Ferro de Recife. Casado, em Caxambu, com Dona Anna de Noronha, filha de Domiciano Plácido de Noronha e de Dona Anacleta Placidinha de Castro, neta paterna do Sargento Mor Domiciano José Monteiro de Noronha e de Dona Mariana Justina de Meirelles Freire, bisneta paterna do Capitão Antonio Monteiro de Noronha e de Dona Maria Rosa, naturais de Ouro Branco. Entrelaços Familiares: Dona Anna de Noronha era descendente do Capitão José de Sá e de Dona Joanna Nogueira do Prado Leme (V. Meus 6º Avós), da ilustre Família Nogueira de Minas Gerais, nossa prima, portanto, por parte de nossa avó materna, Alzira Nogueira Reis. Tiveram uma única filha, Maria da Glória Noronha do Val, nascida em 20 de Maio de 1879, órfã aos dez anos, residindo em Barra Mansa, na casa de Joaquim Silvério de Noronha, sob a tutela de Hilário de Noronha e Castro.

2.8 Emília Carlota do Val. Nascida em 21 de Março de 1849, na Fazenda Casal. Sérgio Cominatto sugere o ano de 1840 para o nascimento de Emília. Batizada na mesma fazenda sendo padrinho seu tio materno, Dr. João Baptista Soares de Meirelles. Segundo o Inventário de sua mãe, de 1891, era solteira e residia em Rio das Flores.

2.9 Luís Gomes do Val. Fazendeiro e Político. De apelido Lulu. Nascido em 12 de Fevereiro de 1850, na Fazenda São João Batista. Batizado na mesma fazenda sendo padrinhos Dr. João Baptista Boaventura Soares de Meirelles e Dona Theodora Francisca de Leal Meirelles. Falecido em 18 de Abril de... Fundou Taquaritinga, em São Paulo.

Retrato por seu Sobrinho:
Casou-se em primeiras núpcias na Cachoeira, quando administrava a fazenda do Pai, com uma neta do fazendeiro Francisco Carlos Corrêia Lemos. Enviuvou em Ribeirão Preto, onde prosperou durante algum tempo. Visitava-me em São Paulo, quando ia ver os filhos Luiz e Alberto no colégio Moretzshon, com os quais eu, estudante de direito, passeava aos domingos.

Cachoeira e Porongaba
Fernando Luis Vieira Ferreira

Vereador na 6ª Legislatura da Assembléia de Ribeirão Preto, de 7 de Janeiro a 28 de Agosto de 1892. Seu túmulo foi tombado pelo Patrimônio Histórico. Casado, em 1ª Núpcias, em 1 de Agosto de 1874, na Fazenda Cachoeira, quando administrava a fazenda do pai, com Dona Joaquina Corrêa Lemos, conhecida como Joaquininha, falecida de parto em 7 e Maio de 1886, filha de Theodoro Corrêa Lemos e de Dona Maria da Glória Vieira, falecida em 9 de Maio de 1886, neta do fazendeiro Francisco Carlos Correia Lemos. Com Geração. Casado, em 2ª Núpcias, em 24 de Novembro de 1888, com Dona Georgina Leopoldina Duval. Com Geração.

2.10 Pedro Gomes do Val. Estudante de Medicina. Nascido em 10 de Abril de 1852, na Fazenda de São João Batista, Valença. Batizado na mesma fazenda sendo afilhado de seus irmãos João Gomes do Val e Dona Carlota Leopoldina. Está sepultado no Cemitério de Santa Thereza de Valença.

Retrato por seu Sobrinho:
Faleceu na Côrte onde estudava medicina. Ainda me lembro de ter ido com êle a uma casa de brinquedos na rua da Quitanda, a pouca distância da farmácia homeopática, defronte da qual nós nos hospedávamos num sobrado encostado ao morro do Castelo. Era de meu Avô a casa da farmácia e no sobrado morava sua filha Leopoldina, casada com o farmacêutico.

Cachoeira e Porongaba
Fernando Luis Vieira Ferreira

2.11 Joana Leonísia Gomes do Val. Matriarca da Família do Val Villares. Nascida em 5 de Janeiro de 1854, na Fazenda Cachoeira, Freguesia de Santa Tereza de Valença. Batizada na mesma fazenda sendo padrinhos Manoel Hilário Pires Ferrão e Dona Carolina Arabela do Val. Casada, em 29 de Julho de 1876, com o seu concunhado Leopoldo Augusto Rodrigues Villares, que era Desenhista da Leopoldina, da União Valenciana e da Central do Brasil. Com Geração.

2.12 José Gomes do Val. Tio Juca. Nascido em 2 de Março de 1856, na Fazenda Cachoeira. Batizado na mesma fazenda sendo padrinho Manoel Ribeiro do Val. Segundo o Inventário de sua mãe, de 1891, a Fazenda Cachoeira, no 3o Distrito de Rio das Flores, com 95 alqueires, foi à praça e arrematada por 4 contos de réis, em 26 de Maio de 1891, pelo herdeiro José Gomes do Val.

Retrato por seu Sobrinho:
Morou nos EUA e voltou americanizado, assumindo os trabalhos na Fazenda Cachoeira. Herdou a fazenda mas a vendeu e mudou-se para Paranapanema, onde comprou terras de que foi evicto - um grilo, na gíria paulista.

Cachoeira e Porongaba
Fernando Luiz Vieira Ferreira

Segundo Sérgio Cominatto, José Gomes do Val construiu uma casa, em Pindorama, que foi adquirida depois por Tércio Ribeiro do Val. Casado, em 12 de Maio de 1888, com Dona Idalina Verônica do Nascimento, filha de Luiz do Nascimento e de Dona Rosa do Nascimento. Com Geração.

2.13 Mariana Érica Gomes do Val. Matriarca da Família Val Villares. Nascida em 18 de Maio de 1858, na Fazenda Cachoeira. Batizada na mesma fazenda sendo padrinhos seus irmãos João Gomes do Val e Dona Leopoldina Amélia do Val. Casada, em 17 de Maio de 1877, com o Dr. Torquato Rodrigues Villares (V. Família Villares em § 12 acima) Médico, Fazendeiro e Político, foi Deputado na 1ª Constituinte do Rio de Janeiro. Testamenteiro de sua sogra, Dona Thereza de Jesus Maria Soares de Meirelles, nascido em 29 de Agosto de 1848. Com Geração.

2.14 Thereza Avelina Gomes do Val. Nascida em 10 de Novembro de 1860, na Fazenda Cachoeira, segundo anotações de Francisquinho. Batizada na mesma fazenda sendo padrinhos... Ribeiro do Val e Eugenia E. Araújo Val. Falecida em 11 de Dezembro de 1862. Sérgio Cominatto diz que a data seria 11 de Outubro de 1861, informação que tem das anotações de Francisquinho.

1.15 Emília Augusta Gomes do Val, que segue.

3. EMÍLIA AUGUSTA GOMES DO VAL casada com o Engenheiro JOAQUIM VIEIRA FERREIRA, Patriarcas da 2ª Geração da Família Vieira Ferreira.

Fontes

Cachoeira e Porongaba
Desembargador Vieira Ferreira

Diário de Joaquim Ribeiro do Val cedido por
Marcelo Tito Ribeiro do Val

A Grande Família
Cláudio Fortes

Anuário Genealógico
Salvador Moya

Família Monteiro de Barros
Frederico Brotero

Nobreza de A a Z
Sérgio Freitas

Wikipedia

Pesquisa
Anamaria Nunes

Colaboração
Silvia Novaes
Wilma Dutra Novaes

Informações Familiares
Sérgio Cominatto
Marcelo Tito Ribeiro do Val
Sandra Cândido do Val
Waldir Ribeiro do Val

9 comentários:

  1. Muito interessante saber um pouco mais sobre meus antepassados. Sou Matheus Vaz do Val descendente destes tantos matheuuses da arvore genealógica.

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  2. Muito interessante saber um pouco mais sobre meus antepassados. Sou Matheus Vaz do Val descendente destes tantos matheuuses da arvore genealógica.

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  6. Muito bom! Estou buscando informações a respeito dos antepassados de meu bisavô, Arino Gomes do Val, nascido em Rio Pomba-MG, provavelmente na década de 1890.

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  7. Meu pai, Tercio Ribeiro do Val, contava historias dos seus antepassados e alguns já identifico aí.Assim como o nome dos lugares. Memórias.

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  8. Meu pai, Tercio Ribeiro do Val, contava historias dos seus antepassados e alguns já identifico aí.Assim como o nome dos lugares. Memórias.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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